Realidade Brutal-VIOLÊNCIA SOBRE OS ANIMAIS

Escrito por Nuria Querol i Viñas. Publicado en Violencia hacia animales-General.

«» Pedro Couceiro - Médico Veterinário

 Foi-me proposto escrever um pequeno artigo, enquadrado numa temática mais generalizada de violência, visando a violência sobre os animais.

Realidade Brutal

«» Pedro Couceiro - Médico Veterinário

    VIOLÊNCIA SOBRE OS ANIMAIS

    Foi-me proposto escrever um pequeno artigo, enquadrado numa temática mais generalizada de violência, visando a violência sobre os animais.
    A abordagem ao tema proposto, penso que terá mais justificação, se for feita do ponto de vista da violência gratuita e da crueldade sobre os animais.
    Se a violência for entendida, meramente como o acto de violentar ou de utilizar a força sobre os animais, naturalmente que a questão, apesar de muitas vezes poder ser criticável e de efeitos duvidosos, é, talvez, aceitável em algumas situações.
    No entanto, como já foi referido, o que é preocupante, injustificável e deprimente para qualquer de nós como Seres Humanos, é a crueldade e a violência gratuita, pois nada justifica a barbárie, a menos que esta resulte de peno-sas situações patológicas dos seus autores.
    Estes factos tornam-se ainda mais graves, quando são exclusivas do «Animal Humano», ou seja, não há conhecimento, de casos de animais que exerçam violência ou crueldade sobre os seus pares, meramente por prazer ou por qualquer outra razão fútil, mas sempre com um objectivo concreto e justificável nos seus actos. 
    Não se interpretem estas afirmações, como provenientes de alguém que entende os animais como Seres nivelados aos Humanos, em todos os seus aspectos, mas sim, que os entende como seres vivos que sofrem, e que, apenas actuam de acordo com as suas necessidades primárias, com os seus receios e como forma de defesa.
    A violência gratuita dos Humanos não se orienta por nenhum destes parâmetros, infelizmente!!! 
    É bom não esquecer, que o Homem é um exemplar mais, no Reino Animal, não lhe sendo, portanto, admissível exercer qualquer tipo de agressão ou violência, unicamente para satisfazer o seu ego, as suas finanças ou o seu bem-estar.
    Todo este carácter violento e agressivo do Homem para com os animais, tem também outras directrizes, já que, está estudado cientificamente (pela bióloga Nuria Querol) que, quem maltrata um animal, é também potencialmente perigoso para com os Seres Humanos. 
    Quando falo de violência contra os animais, estou a equacionar os mais variados casos, que poderão ir desde o abandono de canídeos na via pública, quando o capricho deixa de o ser e a necessidade de os cuidar começa a constituir um fardo, ou quando o nosso companheiro de caça se tornou demasiado velho para cumprir o seu dever, as mutilações de todos os géneros, que meninos engraçados resolvem pôr em prática, como se de um boneco Playmobil, que se desmonta e volta a montar, se tratasse, ou a violência exercida sobre animais, em espectáculos que satisfazem, de forma lamentável, os egos dos aficionados. 
    Sobre as touradas muito se tem já discutido, episódios de gente que resolve descarregar as suas más energias sobre os mais indefesos são, naturalmente de condenar, mas abandonar os nossos fiéis amigos? É talvez um dos piores comportamentos de que o Ser Humano é capaz.
    Aqui fica, uma palavra de alerta sobre esta situação, pois trata-se de um dos tipos de violência contra os animais, mais comum em Portugal. É que, esta questão está directamente relacionada com a consciência de cada um, já que, dificilmente pode ser controlada por elementos exteriores a esta relação dono-animal. 
    Assim, gostaria de terminar, relembrando o carácter sensível, afável, sociável e dependente dos canídeos, que sempre, nos bons e maus momentos, acompanharam o Homem. Deste, é que, nem sempre, se pode esperar o mesmo tipo de sentimentos ou comportamentos.
    Por outro lado, esta mancha da Sociedade, traz consigo outras consequências nefastas, nomeadamente, as questões de Saúde Pública - propagação de doenças infecto-contagiosas e parasitárias a outros animais e à própria espécie humana - que se constituem, assim, como, comportamentos criminosos e verdadeiros atentados à Humanidade.
    Ao falarmos de violência sobre os animais estamos a falar, na verdade, de autêntico terrorismo contra o Reino Animal e contra a Sociedade.
    Diz-se que não há justificação para actos terroristas, mas é sempre justificado a qualquer cidadão, o combate do problema e a denúncia das situações que conhece.

Números Úteis: 

Liga Portuguesa dos 
Direitos do Animal: 
214 578 413 

Instituto de Conservação 
da Natureza: 
213 507 900